(de)formação
- Daniele Pinheiro

- 17 de abr. de 2022
- 1 min de leitura
Há anos, quando perguntado sobre como nos transformamos em analistas, Freud respondeu: “através da análise e dos próprios sonhos”.
Talvez uma clínica só caminhe até onde a análise de (um) analista também caminha.
Não há UM conceito. Não há UMA fórmula que nos diga em como manter/sustentar uma clínica, mas há restos que passam pelo (si) e não pelo (mim).
Não é que isso nos dê alguma garantia, pois não há.
Mas como algumas coisas na vida, ouvir e emprestar seu corpo para fazer dele função, é um ato. Uma aposta.
E mesmo depois de alguns anos de análise talvez ainda não saibamos de nós com muita inteireza assim de “gente grande”.
De todo modo, hoje tem muita coisa que dói menos.
Daniele Pinheiro.



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