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“Rompi tratados, traí os ritos. Quebrei a lança, lancei no espaço.”
Este é um artigo que publiquei no Folhetim NoNada, do FCL-BH. Ele nasceu em um momento do meu percurso em que eu me sentia perdida após enfrentar um luto avassala(dor). Muita coisa mudou desde então: tanto a forma como leio esse artigo hoje quanto o meu próprio percurso. Com o tempo, fui me reconciliando com muito do que escrevi. E talvez esse texto tenha servido justamente pra issso: oferecer um lugar de passagem àquilo que, naquele momento ainda encontrava apenas a forma de

Daniele Pinheiro
7 de jul.4 min de leitura


Supervisão: lugar de trabalho com o insabido
A supervisão ocupa um lugar de decisão na formação do psicanalista. Funciona, a meu ver, como um segundo momento de análise. Não se trata somente de procurar um supervisor-analista para que ofereça respostas para a condução de um tratamento, tampouco uma super-visão elaborada com um punhado de indicações de textos numa espécie de "dever de casa" para o praticante. Seu valor está justamente em propor um espaço onde o caso possa ser recolocado em trabalho, fazendo aparecer não

Daniele Pinheiro
há 1 dia5 min de leitura


INCONSCIENTE CANCELADO?
A convite da professora e psicanalista Jéssica Lira, organizadora do livro Tribunal das Sombras, que reúne relatos e perspectivas sobre um tempo marcado pelo fenômeno do cancelamento em diferentes âmbitos da vida e do exercício profissional, tive a alegria de contribuir com um artigo que busca refletir muito mais sobre a ética da psicanálise do que sobre disputas ideológicas. Gostaria de antecipar que este texto expressa minha leitura, construída a partir da minha experiência

Daniele Pinheiro
7 de jul.2 min de leitura


(de)formação
Há anos, quando perguntado sobre como nos transformamos em analistas, Freud respondeu: “através da análise e dos próprios sonhos”. Talvez uma clínica só caminhe até onde a análise de (um) analista também caminha. Não há UM conceito. Não há UMA fórmula que nos diga em como manter/sustentar uma clínica, mas há restos que passam pelo (si) e não pelo (mim). Não é que isso nos dê alguma garantia, pois não há. Mas como algumas coisas na vida, ouvir e emprestar seu corpo para fazer

Daniele Pinheiro
17 de abr. de 20221 min de leitura
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