O impossível
- Daniele Pinheiro

- 17 de abr. de 2022
- 1 min de leitura
É “verdade” que muitos vão para o consultório “fazer” análise, ou um mar de terapias (sim, existe diferença entre psicanálise e psicologia/ terapia), a psicanálise vai na contramão de todas essas terapêuticas. Como disse J. Forbes, até o carteiro vai ao analista entregar correspondências…
Talvez fazer análise não seja bater ponto para “obter” algo, para alcançar uma meta x.
Ou para saber como dizer e funcionar diante do Outro.
Mas talvez (e digo bem talvez), que uma análise seja para trabalhar o impossível: os restos. Para contornar o não-todo, os restos. O caos!
E isso demanda tempo. Negociação com o gozo… É osso!
Mas não se faz análise para comprar um s.a.b.e.r no consultório do analista e acabou! Para dizer que fez e faz uma análise que bate ponto, porque não falta, não se atrasa e fala “tudo” durante os 30/35/40/45/50min (outra diferença entre psicanálise e psicologia/terapia: tempo lógico), e para fazer total sentindo. Trabalha-se o contrário disso: o não sentido.
Demanda tempo fazer (um) estilo.
Demanda tempo “organizar” a cortina que caiu, e que agora “não é mais aquilo que eu sabia saber de mim”.
- A vida em análise!
Dani P.



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